Tailândia - Julho 2017 - Rosário Louro

Tailândia - Julho 2017 - Rosário Louro

Tailândia - Julho 2017 - Rosário Louro

nada

De regresso a Banguecoque

Sábado, 15 de julho de 2017

 

Anoitecer na Ásia. Vista do Hotel Lebua, em Banguecoque. Breathless!

 

20106590_10211595739587741_7476292509050022649_n

 

 

 

A brincar aos Legos

Domingo, 16 de julho de 2017

 

São cinco da tarde e estou a fazer Legos desde as nove da manhã. Durante oito horas, 45 representantes da TAT de cinco continentes foram desafiados a analisar a estratégia do Turismo da Tailândia para o próximo ano recorrendo apenas a jogos de Lego. Não podia ter sido mais divertido! Fiquei também a perceber que o Lego é atualmente um jogo para adultos, dado que as crianças interessam-se só por brinquedos digitais...

 

18402905_10211605953723088_1980825623917332250_n   20046736_10211605953523083_2124194807114270457_n

 

 

As clinicas de turismo na Tailândia mobilizam mais de 1500 pessoas de todo o mundo

Segunda-feira, 17 de julho de 2017

 

Hoje o dia foi todo dedicado à clínica de turismo, no Centro de Congressos de Bangkok. O aspeto é mais ou menos este: os representantes da TAT de todo o mundo reúnem com o setor turístico da Tailândia para darem a conhecer o mercado e o perfil-tipo do turista do seu país e ouvirem o que os hoteleiros (e outros) têm para oferecer.

É uma verdadeira empreitada de workshops, que reúne seguramente mais de mil e quinhentas pessoas. No final do dia estamos todos arrasados e sem voz, mas com a sensação de dever cumprido. Estes encontros são eficazes e geram negócio. E pelo meio fazem-se sempre amigos novos.

 

20031740_10211619328177441_4139200710619856465_n

 

 

 

A minha aventura na Tailândia continua!

Terça-feira, 1 de julho de 2017

 

Hoje passámos o dia em Lamphun, na região Norte, perto de Chiang Mai. Dedicámos o tempo a visitar templos com histórias de contos de fadas e comunidades locais onde fizemos vários workshops de artesanato.

A cereja no topo do bolo foram as duas refeições em restaurantes locais. A gastronomia do Norte da Tailândia é de tal forma divinal que até se aguenta bem o picante. Quanto mais tempo ando nisto, mais certa estou que este povo recebeu algum privilégio divino que o faz ser melhor do que qualquer outro. Somos sempre recebidos com um calor humano e um sorriso tão genuínos que chega a ser comovente. A vontade que os tailandeses têm de servir bem e proporcionar felicidade aos que se cruzam com eles acaba também por nos contagiar e fazer de nós pessoas melhores.

 

20140041_10211628141757775_9096576175020526074_n   g

20106508_10211628146077883_1277574326920836459_n   20155831_10211628146597896_8251240952573507413_n

20155760_10211628141597771_3694677709023313923_n   20139728_10211628145357865_7589580849261647454_n

 

 

Clínica de Turismo

Quarta-feira, 19 de julho de 2017

 

Hoje o dia é dedicado a uma clínica de turismo em Chiang Mai. Estarão cerca de 300 hoteleiros e agentes a apresentar os seus produtos e a conhecer as potencialidades de cada mercado.

 

20156168_10211633356408138_4107299255849723358_n

 

 

Hotel Centara, de Chiang Mai. Recomendo, apesar de só ter cá estado 19 horas. É verdadeiramente thai e muito zen. Excelente!

 

20106757_10211634554998102_2129362571416405625_n   20108371_10211634555278109_4174874614188594626_n   

20139727_10211634554478089_1151578073893156794_n

 

 

Curiosidades em Mandalay

Quinta-feira, 20 de julho de 2017

 

Estou agora em Mandalay, Myanmar (antiga Birmânia) e vou precisar de algum tempo para processar tudo o que tenho visto.

Hoje começo por vos apresentar o Chen, o nosso adorável guia local, que nos explicou que por aqui não há apelidos. Quando as crianças nascem, as mães levam-nas a um astrólogo ou a um monge que lhes escolhe o nome. Aparentemente, o dia da semana, o mês, o ano e o contexto familiar são decisivos para a escolha de um nome que traga boas energias e felicidade. No caso do Chen, a astróloga deve ter acertado em cheio porque ele é o retrato da serenidade e felicidade.

Outra curiosidade: homens e mulheres usam o mesmo modelo de saias, embora apertadas de forma diferente. Segundo percebi, este modelo facilita os banhos no Rio porque permite ir levantando a saia à medida que se entra na água, enrolando-a na cabeça enquanto o banho decorre. No final a saia serve de toalha e volta a ser colocada na versão inicial. Já comprei uma! Isto foi só um aperitivo. Amanhã conto mais.

 

20156021_10211647401679261_1056483922814184489_n

 

 

A higiene do Buda do Mosteiro Mahayatmuni... Se não visse, não acreditava!

Sexta-feira, 21 de julho de 2017

 

Em Myanmar, domina a cultura budista. Toda a sociedade vive envolvida na religião.

Logo no primeiro dia fomos desafiados a visitar o Mosteiro Mahayatmuni para assistirmos ao ritual de higiene do Buda. Este Mosteiro tem a única imagem do Buda, produzida durante o seu tempo de vida, e os locais acreditam que a alma do Buda incorporou aquela estátua. Há cerca de 70 anos, o monge responsável pelo Mosteiro concluiu das escrituras que é necessário manter uma higiene diária do rosto e dos dentes do Buda. A partir dessa data, iniciou-se um ritual diário de uma hora que envolve monges, ajudantes, voluntários, muitas flores e uma espécie de água benta que, no final de cada sessão, é distribuída pelos interessados, em pequenos frascos, para levarem para casa e borrifarem a cabeça. Contado assim dá vontade de rir, mas no local percebe-se que, mesmo para os tailandeses, este tema é sério e faz sentido.

Enquanto a cerimónia decorre, as mulheres acompanham com uma ladainha num espaço que lhes é reservado. Os homens podem assistir mais à frente, em primeira fila. Tive que me levantar às três da manhã para assistir a este ritual, que começa religiosamente às quatro em ponto, mas valeu a pena!

 

20140089_10211654436375124_8626277358156193895_n

 

 

Hoje visitámos o Mosteiro Mahagandayon, onde vivem mais de 1000 monges

Sábado, 22 de julho de 2017

 

Hoje visitámos o Mosteiro Mahagandayon, onde vivem mais de 1000 monges.

Assistimos à logística do almoço. Impressionante! Uma comunidade de voluntários assegura a preparação da comida, a limpeza e toda a logística. Centenas de crianças do sexo masculino acompanham os monges. As que têm menos de 10 anos vestem-se de branco, as restantes os mesmos trajes dos monges. Faz parte da educação de todos os jovens passarem, nem que seja uma semana, num Mosteiro para receberem a iniciação básica ao Budismo. Durante esse período, os pais são voluntários nas operações de alimentação e limpeza. É uma forma de reconhecimento pela formação que os filhos estão a receber. As únicas atividades dos monges são estudar, ensinar e meditar. Só fazem uma refeição por dia sempre até ao meio dia. Esta foi às 10 da manhã. Numa sociedade tão pobre como esta, ser monge pode ser uma forma de sobrevivência. Senti isso várias vezes ao longo dos dias.

 

20246436_10211666760083209_7834109198871271117_n   20156061_10211666759643198_411377070537683259_n   

20264699_10211666756163111_6617553944843453496_n

 

 

A história tem-nos demonstrado que a humanidade progride e regride ao longo dos séculos 

Domingo, 23 de julho de 2017

 

Myanmar é um país pobre, sem grandes recursos naturais, que parece ter parado no tempo. Se não fossem as motas, os carros e os telemóveis, estaríamos quase na idade média.

As estradas são uma espécie de estradas, as casas uma espécie de casas, as lojas uma espécie de mercearias que vendem tudo o que se pode imaginar. Os mercados são sujos e desorganizados, as regras de trânsito não existem, o povo apesar, de ser simpático, tem um ar triste e sofrido. No meio deste caos, emergem templos seculares de valor incalculável. Percebe-se que há mil anos a Birmânia era um país culturalmente desenvolvido, com grande influência política e religiosa na região. A história tem-nos demonstrado que a humanidade progride e regride ao longo dos séculos e que a chamada civilização não tem poiso fixo.

Será que a Europa um dia pode ficar reduzida a uma favela gigante de onde emergem monumentos esplendorosos como estes?

 

20245417_10211677988483912_5984287636496319069_n   20245986_10211678015724593_6986042557473876764_n

20292722_10211678052365509_509523986566824349_n   20294276_10211677996204105_6282135296279979942_n

20264736_10211677994084052_1603923205848711550_n

 

 

Comida birmanesa. A Tailandesa é muito melhor.

 

19884252_10211677564873322_2599848843331466601_n   20245530_10211678559298182_1447015408929212368_n   

20245841_10211677548512913_7150082964553615988_n

 

 

O dia a dia dos habitantes de Myanmar...

 

20228946_10211677641115228_6815239946629326355_n   20246067_10211678501456736_3979381512946584273_n

20258003_10211678332732518_1398002679568032333_n   20258092_10211678585258831_4886076515992561969_n

20292662_10211678336532613_2106659569212942512_n

 

 

E agora, só mesmo para acabar! Em Myanmar há carros com volante à esquerda e à direita. Depende de onde são comprados. Uns vêm do Japão, outros da Tailândia, outros da China, de maneira que há para todos os gostos. Escusado será dizer que têm uma das maiores taxas de sinistralidade do mundo!

 

20265093_10211678575938598_8423477677324946780_n

 

 

Rosário Louro